O plano foi apresentado ontem em Genebra, em conferência de imprensa, pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, Filippo Grandi, e pelo coordenador humanitário das Nações Unidas, Martin Griffiths, que sublinharam as necessidades crescentes na Ucrânia.
Do montante total, 3,9 mil milhões de dólares serão geridos pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), dirigido por Griffiths, e os 1,7 mil milhões de dólares restantes (1,58 mil milhões de euros) irão para o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), que irá ajudar 4,2 milhões ucranianos que fugiram para outros países europeus.
As Nações Unidas estimam que a população da Ucrânia caiu de 43,3 para 35,6 milhões de pessoas devido à guerra e que cerca de 21,8 milhões de ucranianos, dentro e fora do país, precisam de ajuda humanitária, por isso, o plano de resposta humanitária busca atender pelo menos dois terços dessa população.
Entre aqueles que serão atendidas pelas duas agências da ONU estão 15% de pessoas com deficiência e 56% de mulheres e raparigas.
Dos 1,7 mil milhões de dólares que seriam destinados ao ACNUR, 709 milhões de dólares iriam para programas de ajuda a refugiados na Polónia, 427 milhões de dólares para a Moldávia, 153 milhões de dólares para a Roménia e 80 milhões de dólares (74,5 milhões de dólares para a República Checa e a Eslováquia, que acolhem importantes comunidades ucranianas.
As agências da ONU declararam que a guerra na Ucrânia, levou a uma destruição sistemática da infraestrutura civil, que tem contribuído para deslocamentos forçados e o aumento da urgência humanitária.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 7.155 civis mortos e 11.662 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

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