Os mesmos milicianos também "danificaram instalações médicas numa série de ataques a aldeias no território de Djugu”, acrescentou. A Codeco (Cooperativa para o Desenvolvimento do Congo) é uma milícia de vários milhares de homens que afirmam proteger a tribo Lendu da tribo Hema e do Exército Nacional em Ituri.
O porta-voz do Secretário-Geral da ONU referiu ainda os ataques a duas aldeias noutro território da província atribuídos às ADF (Forças Aliadas Democráticas), milícia apresentada pelo grupo jihadista Estado Islâmico como seu braço armado na África Central. Os ataques no território de Irumu deixaram 12 mortos, um número que fontes locais não puderam ainda confirmar.
Desde o final do ano passado, dezenas de pessoas foram mortas quase todas as semanas em Ituri. Após uma década de calma, o conflito na província entre as tribos Hema e Lendu recomeçou no final de 2017, causando a fuga de mais de 1,5 milhões de pessoas. Em cinco anos, vários milhares de civis foram mortos em ataques perpetrados principalmente por motivos étnicos. As ADF, um grupo armado de origem ugandense, estão activas no sul de Ituri e no norte da província vizinha de Kivu do Norte.

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