O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, lançou, ontem, um apelo humanitário de 397 milhões de dólares destinados a ajudar o povo sírio por três meses, após os sismos que atingiram a Síria e a Turquia.

Logo após os sismos devastadores que atingiram na semana passada o Sul da Turquia e o Norte da Síria, as Nações Unidas forneceram 50 milhões de dólares, através do Fundo Central de Resposta a Emergências. Contudo, segundo Guterres, "as necessidades são imensas” e a maneira mais eficaz de apoiar as pessoas em necessidade "é fornecendo este financiamento de emergência”.
"O esforço na Síria reúne todo o sistema da ONU e parceiros humanitários e ajudará a garantir ajuda desesperadamente necessária para salvar vidas de quase cinco milhões de sírios – incluindo abrigo, assistência médica, alimentação e protecção”, disse o Secretário-Geral.
"Todos nós sabemos que a ajuda que salva vidas não está a chegar na velocidade e na escala necessárias. Uma semana após os terramotos devastadores, milhões de pessoas em toda a região lutam pela sobrevivência, desabrigadas e em temperaturas negativas. Estamos a fazer de tudo para mudar isso. Mas muito mais é necessário”, frisou.
Numa mensagem dirigida à comunidade internacional a partir da sede da ONU, em Nova Iorque, o ex-Primeiro-Ministro português exortou os Estados-membros das Nações Unidas e outros parceiros a financiar totalmente esse esforço a favor do povo sírio "sem demora” e a ajudar milhões de pessoas cujas vidas foram prejudicadas por este "desastre geracional”.
"O sofrimento humano causado por este épico desastre natural não deve ser agravado por obstáculos criados pelo homem, como o acesso ao financiamento. A ajuda deve chegar de todos os lados, para todos os lados, por todas as rotas – sem quaisquer restrições”, defendeu.
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