As zonas desminadas já foram distribuídas aos 450 habitantes locais e servem de plantio de culturas como milho, feijão, mandioca, banana, além de permitir a circulação de pescadores e caçadores locais.
"Tive o privilégio de acompanhar os ensaios de remoção de minas que, além de ser uma tarefa árdua, é importante, visando a melhoria da qualidade de vida da população no que toca à criação de áreas seguras para o cultivo”, disse.
No ano passado foram removidos na região do Lucala Dois 387 engenhos explosivos não detonados, seis armas do tipo AKM e 496 munições de pequeno calibre. Dados apurados dão conta que desde a década de 1980 até ao ano 2000, a localidade de Lucala Dois registou duas mortes por acidentes com minas e igual número de mutilações humanas, além dos vários incidentes com animais selvagens e domésticos.
O trabalho desempenhado pela Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo (ADPP), iniciado em 1995, já permitiu a desminagem de 11 zonas críticas em Lucala Dois, uma das mais assoladas com a implantação de minas, durante o conflito armado, devido à localização estratégica da ponte sobre o rio com o mesmo nome e do morro de Quissala, usado como observatório militar.
O volume de negócios entre Angola e a Noruega, nos vários domínios de cooperação, movimenta, anualmente, mais de três mil milhões de dólares, afirmou, no Cuanza-Norte, o embaixador daquele país.
Segundo Bjornar Dahl Htvedt, as principais áreas de cooperação entre os dois países são o comércio e investimentos no sector petrolífero. Salientou que o seu país possui 20 empresas que actuam no sector de exploração petrolífera em Angola, através de uma parceria que dura desde o princípio dos anos noventa.
Fez saber que a área da Justiça e dos Direitos Humanos é também um sector importante a nível da colaboração entre as dois Estados, principalmente no que toca à formação de recursos humanos e mobilização da sociedade civil para a emancipação dos Direitos Humanos.
Bjornar Dahl Htvedt considera "muito boa” a amizade entre os dois países, tendo mencionado a visita do Chefe de Estado angolano, João Lourenço, em Novembro do ano passado, ao seu país, que serviu para o reforço da cooperação mútua, que, na opinião do diplomata, pode abrir caminhos para novos investimentos em Angola.
Por Jornal de Angola

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